
A jovem segurou a chave da Ferrari rosa entre os dedos e observou de longe enquanto a mulher arrogante continuava fazendo poses ao lado do carro, cercada pelas duas amigas. Depois de alguns segundos, ela apertou discretamente o botão do controle. As luzes da Ferrari piscaram duas vezes e o retrovisor se abriu. O pequeno som do destravamento foi suficiente para interromper as risadas. A arrogante virou o rosto rapidamente, confusa. “O que foi isso?” Uma das amigas baixou o celular e olhou para a jovem que estava alguns metros adiante. Ela apenas sorriu e começou a voltar em direção ao carro, caminhando com absoluta tranquilidade.
Quando chegou perto, a arrogante colocou a mão na porta da Ferrari, tentando manter a pose. “Não encosta no meu carro.” A jovem parou diante dela e perguntou calmamente: “Seu carro?” A mulher respondeu sem hesitar: “Claro. Você ainda está aqui?” Então a jovem apertou novamente a chave. A Ferrari emitiu outro sinal e as portas destravaram bem diante de todos. O sorriso das amigas desapareceu. A arrogante ficou imóvel por um instante, mas rapidamente tentou reagir. “Você deve ter outra chave. Isso não prova nada.” A jovem respirou fundo, abriu a porta do motorista e retirou do porta-luvas uma pasta pequena com documentos.
Ela abriu a pasta e mostrou o registro do veículo. O nome da proprietária estava impresso claramente. Uma das amigas se aproximou para ler melhor e arregalou os olhos. “É o nome dela.” A arrogante empalideceu. “Isso deve ser algum erro.” A jovem fechou a pasta e respondeu: “O único erro foi você achar que podia humilhar alguém só pela aparência.” A mulher tentou rir, mas sua voz já estava insegura. “Eu estava brincando.” A dona da Ferrari olhou para ela por alguns segundos. “Chamar alguém de pobre, dizer que ela não pode comprar nem um pneu e mandar que se afaste do próprio carro não parece brincadeira.”
As duas amigas começaram a se afastar discretamente, constrangidas. A arrogante percebeu e tentou mudar de assunto. “Tá bom, já entendi. Desculpa. Agora podemos esquecer isso?” A jovem respondeu: “Talvez eu pudesse esquecer, se fosse apenas comigo.” A mulher franziu a testa. “Como assim?” A dona da Ferrari pegou o celular e abriu uma mensagem. “Você não me reconheceu, mas eu reconheci você.” Ela mostrou a tela. Eram vídeos publicados em uma conta anônima, mostrando a mesma mulher humilhando funcionários, entregadores e pessoas simples em diferentes lugares. As amigas se entreolharam, assustadas. A arrogante tentou pegar o telefone, mas a jovem afastou a mão.
“De onde você tirou isso?” perguntou ela, agora claramente nervosa. A jovem respondeu: “Da conta que você usa para ganhar seguidores humilhando desconhecidos.” O rosto da mulher perdeu a cor. Uma das amigas falou baixinho: “Eu disse que isso ia dar problema.” A arrogante virou-se furiosa. “Cala a boca!” A dona da Ferrari então revelou mais uma coisa. “Hoje eu não vim aqui por acaso. Eu tinha uma reunião com você.” A mulher ficou confusa. A jovem continuou: “Minha empresa estava considerando contratar você como rosto de uma nova campanha de luxo. Eu queria conhecer pessoalmente a pessoa por trás da imagem perfeita das redes sociais.”
A arrogante arregalou os olhos. “Você é da empresa?” A jovem balançou a cabeça. “Eu sou a dona.” O silêncio foi imediato. A mulher mudou completamente o tom. “Espera, podemos conversar. Eu não sabia quem você era.” A resposta veio rápida: “Esse é exatamente o problema. Você só acha que precisa respeitar alguém quando descobre que essa pessoa tem dinheiro ou poder.” A jovem guardou os documentos no carro e acrescentou: “O contrato valia mais do que essa Ferrari. Estava praticamente aprovado.” A arrogante começou a chorar. “Por favor, eu preciso dessa campanha. Eu posso apagar os vídeos. Posso pedir desculpas.”
A dona da Ferrari ficou em silêncio por alguns segundos, mas antes que pudesse responder, uma das amigas levantou o próprio celular. “Tem mais uma coisa.” A arrogante virou-se imediatamente. “Não faça isso.” A amiga ignorou o aviso e mostrou uma conversa. “Ela planejou tudo. Disse que queria encontrar alguém com aparência simples perto do carro para gravar uma humilhação e postar depois.” A jovem leu as mensagens e seu semblante ficou sério. A arrogante deu um passo para trás. Nesse momento, um carro preto parou diante do prédio. Um homem de terno saiu acompanhado de dois funcionários. A mulher arrogante congelou ao reconhecê-lo. A dona da Ferrari fechou a porta do carro e disse apenas: “Agora você vai explicar tudo para ele também.” O homem começou a caminhar em direção ao grupo.






